A luta que nunca termina: O Advogado defende a Justiça, mas quem defende o Advogado?
novembro 27, 2025
Ser advogada no Brasil é carregar uma missão essencial: garantir que a justiça funcione, que os direitos e princípios sejam respeitados e que a democracia prevaleça. No entanto, o que deveria ser uma profissão, que é amparada pela Constituição como “indispensável à administração da justiça”, muitas vezes se transforma em uma verdadeira batalha para que direitos básicos sejam reconhecidos.
Ao enfrentar um mercado saturado – com mais de 1,5 milhão de advogados no país – e um sistema que parece nos exigir cada vez mais, somos forçados a virar a mesa e lembrar por que escolhemos essa profissão: porque acreditamos na justiça. Mesmo quando o próprio sistema tenta nos fazer desistir, escolhemos persistir.
Por isso, quando vejo a OAB tomar a frente e lutar por demandas que vão desde melhorias estruturais até o enfrentamento de ações predatórias, sinto uma mistura de indignação e orgulho. Indignação porque não deveríamos lutar pelo básico. Orgulho porque a advocacia ainda é, e sempre será, a voz que ecoa por justiça para todos.
Nos últimos tempos, a OAB tem precisado se manifestar e lutar por garantias que deveriam ser automáticas, como se defender a advocacia fosse justificar sua própria existência. Direitos como honorários dignos, prerrogativas respeitadas e acesso livre ao exercício da profissão ainda enfrentam barreiras que expõem algo alarmante: mesmo sendo pilares da democracia, nós, advogados e advogadas, somos constantemente desvalorizados – seja por desconhecimento ou até por imposições do sistema.
Se nós, advogados, temos nossas prerrogativas violadas, o que isso significa para todos os cidadãos que dependem de nós para acessar a justiça? Essa não é uma luta apenas da advocacia. É uma luta pela democracia.
Apesar de todos os desafios, uma coisa nunca muda: o compromisso ético e a força moral da advocacia em defender o que é justo. E, na luta por nossas prerrogativas, mostramos que também sabemos nos defender.
Para você, colega de profissão, que viaja quilômetros para audiências ou que enfrenta a imprevisibilidade dos prazos digitais. Para você, que ainda acredita no poder da advocacia e mantém viva a esperança de um Brasil mais justo: saiba que a nossa luta importa. A nossa voz importa.
Os nossos direitos importam. Juntos, seguimos!
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Postado por Pílulas do Direito.



Advogada, mais de 20 anos de experiencia em direito empresarial e societário, com foco em planejamento patrimonial e sucessório, implementação de LGPD e Políticas de Compliance e Gestão e consultoria empresarial e societária cível.